Trago flores mortas
Dos campos em que fui deixado
Eu trago o sol
Que arde os meus olhos e pele
Trago sua marca em mim
Tatuagem que o tempo não apagou
Trago minhas vestes
Com a mancha rubra do meu sangue
Junto com o barro seco
Meu manto de pó
Trago o suspiro que
Ao me abater
Você não pode ouvir
Me trago morto e vivo
Vivo como nunca fui
Com passos lentos
Coberto de esplendor e ódio
Contemplando os anos que passaram
As pessoas que avançaram
E o quanto esse golpe mortal
Me fez parar no tempo
Minhas roupas se deteriorando
Minhas rugas se revelando
E minha alma estagnada e entorpecida
Não, não vim me vingar
Só vim te mostrar que
Tudo o que foi semeado
Não brotou
Que meu sangue aspergido
Secou tua terra
Não matou tua sede
Não cobriu de nuvens o sol
Sim, embora morto, continuo vivo!
Esperando que a morte me tome
Ou que a vida me convença
Olá Todos!!!
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
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