Olá Todos!!!

Obrigado pela visita! Me sinto eternamente honrado. Por favor, leiam os posts mais antigos

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sexo Casual

Sedento pelo meu corpo
Querendo meu sexo
Me chama até de “meu amor”
Segura forte meus braços
Com os olhos vidrados
Já sei pra onde vou
E na errante caminhada
Com minha timidez forjada
Finjo ignorar onde estou
Ou não ser muito responsável
Pelos meus poucos atos
Bem pensados pra corresponder
A tudo que se diz
As caricias que surgem
Da pista molhada
Adentro sua casa
Fingindo acreditar
Na enfadonha piada
De que eu fui o primeiro a entrar
Contemplo os móveis da sala
Suspiro por um banho
Sinto a calça apertar
Ouço o bater do coração acelerado
“Vamos pro quarto”
É hora de representar
Meus lábios se abrem
Minha língua passeia
Os carinhosos braços
Tornam-se tentáculos
Tentando me despir
Tesão? Sei lá...
O que posso fazer? Já estou aqui
Deixo tirar minha camisa
Enquanto minhas mãos frias
Terminam de despir
As poucas peças de roupa
Que ainda restavam cair
Me deito e me levanto
Sou lambido e lambo
Rio dos seus gemidos
Me viro pra cabeceira
Me sinto excitado
Prossigo
Madrugada adentro
Meu suor escorrendo na testa
Minhas pernas trêmulas
Prossigo
Debaixo do chuveiro
Embalo uma segunda
Na cama uma terceira
Prossigo
Vejo o céu clareando
Sinto um pouco de sono
Meu corpo cansado
Clama por minha cama
Mais beijos e abraços
Já raiou o sol
Me visto
Como, converso
Quero muito ir pra casa
Me dê o seu número
Mantemos contato
Mais beijos e abraços
Já desci as escadas
Prossigo

sábado, 17 de janeiro de 2009

Amor

O amor é um vento leve
Sobre as cabeças das vidas inertes
Cascas vazias
Fúteis e repetitivas
Suave veneno que mata
Aqueles que o buscam
No corpo de outro alguém
Oh, como amo amar
Amar me enganar
Amar me machucar
Amar alguém que não sabe amar
E rimar feito tolo
Pra arrancar suspiros de um ser
Igualmente vivo-morto

Ah, o amor
Como é lindo o amor
Como é lindo ser esquartejado
Ao som de sua doce ilusão
Ser sugado pelo seu ideal
Desperdiçar a vida tendo-o como missão
Império maldito, mas tão bonito...
Tão artístico, tão inspirador...
Não vejo minha vida
Sem as adagas
Do amor
Trazendo sentido
A toda hipocrisia
Que é viver neste mundo sem cor

Mata-me aos poucos, amor
Como fazes a todos os seus
Traga-me, consuma-me
Joga meus restos num túmulo
Onde muitos ou poucos chorarão
Por ti, apenas por ti
Oh amor
Tão lindo como nos filmes
Tão piegas quanto este poema
Tão cruel quanto um ditador
Rumamos cativos a ti
De mãos atadas e olhos vendados
Como bons servos
Morreremos fazendo sua vontade, oh amor.

* Pediram pra eu escrever sobre o amor, foi a única coisa que me veio à cabeça. Podem me chamar de doente, idiota ou detestar este poema; mas ele representa exatamente o amor. O amor que muitos evitam enxergar pra não morrer de amargura. Sei amar a quem me ama e valorizar quem me valoriza, só não sei fingir que não enxergo este amor na vida de muitos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Minha amiga, meu amor

*Tô abrindo uma exceção pra você, viu?! Vai ser homenageada aqui. Te amo muito e estou contradizendo com todo meu estilo de escrita só por você.

Andando entre os prédios
Alheio, confuso
Escuto sua voz
Transpassar a agonia
Seu doce sussurro
De longe, ouvido
Estou aqui
Minha amiga, meu amor
Amor que não se consuma na carne
Que arde no peito
Que acolhe nos braços
E entre meus braços, enrolo seus cachos
Te beijo a testa
Mesclado em sua essência
Jamais partirei
Portanto não suma
Não use sua mágica
Em quem não te enxerga
Não chame de longe
A quem não te escuta
Não machuque seu peito
Já tão fragilizado
Estou aqui
E jamais partirei

* Feito para a única pessoa que me faz encher a boca pra falar AMIGO. Lembra que te disse que não tinha e nem teria amigos? Pois é, você conquistou isso. Te adoro, Lady.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Estou de volta

Não sei como explicar, mas circula em meu corpo uma suave e relaxante sensação que vem no intervalo entre o fim do choro e o início do sono. Não é nada doentio, não me sinto mais bonito ou mais movido a me vingar. Simplesmente me sinto bem. No rosto, sinto o grudar das lágrimas secando. Algumas ainda querem descer, mas estas já não rasgam meu peito. Descem porque devem seguir o fluxo pra fora de meu corpo; rumo ao vento, com todas as amarras.
É nessa hora que vêm o sono; como um bálsamo, lavando o resto de lama das lembranças que antes me encarceravam. Casa limpa, rosto horrível. Nariz e olhos inchados, diante do espelho, me fazem rir. Como é gostoso voltar a respirar sem peso, comer com vontade, pensar no futuro. Há muito tempo não tinha o prazer de chorar comigo mesmo, sem reservas, sem medo de ser fraco. Há muito tempo não abraçava a solidão, que sempre esteve ao meu lado e sempre foi a minha melhor companhia. Deito e acordo com ela, e dela fiz e sempre farei a minha eterna enamorada.
Já ouço os pássaros cantarem, que horas são agora? Pouco importa, ganhei a noite numa longa caminhada de volta ao meu corpo. Enfim cheguei. Bastante mudado, devo confessar. Não sei se acerto voltar a viver como antes, até porque não caibo mais em mim. Cresci em medidas que preferia não crescer e perdi volumes preciosos no caminho longe de meu lar. Expandido, ampliado e confuso; fuço os velhos móveis cobertos de poeira.
Estou de volta! Não sei se fico, não sei se vou fazer uma mudança aqui, mas estou de volta. É o que importa, só quero abraçar meus lençóis, me cobrir por inteiro e dormir até que pese a cabeça.

A cinza alcatéia

Estirado no chão
Contemplo uma cinza alcatéia
Dilacerar meu peito
Saboreando nele
As tiras do amor próprio
Que ainda me resta
Nos lábios entreabertos
Emito apenas uma respiração ofegante
Sussurro agonizante
Daqueles que se sentem mortos
Embora estejam vivos
Se sinto dor?
Sim, muita dor
Mas até da dor que sinto
Os lobos se alimentam
A luz da lua cheia
Reflete um brilho prata
Na superfície de meu sangue empoçado
Admiro agoniado
No chão branco
O gotejar de minha vida se esvaindo
Tento pedir por água
Mas a água que sai dos meus olhos
É lambida por um lobo
Um gesto de carinho, talvez
Ou um privilégio que me arrancam
E ao olhar fixamente nos olhos desse lobo
Os olhos que me mantém vivo
Sangrando
Desejando sugar das íris escuras
A luz da minha liberdade
Sou tomado por um sentimento pleno
De ternura e de tormenta
Se o amo?
Não, não amo
Amo o pedaço de mim
Que ele digeriu
E que nem salvo dele recuperarei
Fecho os olhos e sinto sua língua
Percorrer o meu rosto
Se deleitar em meu pescoço
Cobrindo minhas feridas de saliva
Um gesto de carinho, talvez
Ou outro privilégio que me arrancam

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Louco sou

Por segundos te tomo emprestado
Te toco a essência
Sugo cada gota
De seu carinho forjado
E colho as migalhas
Do prazer que emanas
Ao olhar nos meus olhos
Louco sou
A correr pelas ruas
Mentindo pra mim mesmo
Tentando remover
Tatuagem maldita
Seu nome em minha testa
Sua mão em minha perna
Ninguém pode ver
Minhas lágrimas presas
Minha mente perdida
Seu corpo distante
Tão próximo esteve...
Por que se foi?
Brigo com a razão
Pressiono teu peito
Fujo dos teus olhos
Você me enxerga além
Do que precisa enxergar
Aquilo que muitos vêem
E o que ninguém deveria ver
E louco como sou
Corro pros teus braços
Te aliso o pescoço
Ensaio um beijo
Subindo as escadas
Ninguém pode perceber
Sussurro tesão e prudência
Em teus ouvidos clínicos
Em tua mente analista
Te seguro num abraço
E me afasto arrependido
De ter exibido o que você já sabe
Mas que não deveria saber

terça-feira, 17 de junho de 2008

O último beijo

Trago na boca
O gosto amargo
Do último beijo que você me deu
Suas mãos até então sedentas
Acariciavam meu pescoço
Enquanto eu me deleitava em sua boca
Inocente
Como rato atraído à ratoeira
Grande engano pensar
Que meus lábios te tocariam outra vez
Lembro-me de como te olhei nos olhos
Clamando regresso
Sentindo a partida
Enquanto você fingia que
Não queria que eu fosse embora
Agora nada mais sinto
Além do perfume que
Some a cada dia de minha roupa
Até mesmo as lembranças
Tornaram-se estilhaços
Lançados contra meu peito
Peito velho e ferido
Que já não sente mais
A dor do abandono
Hoje vi tua foto
Meio que sem querer
Morrendo de curiosidade
E me surpreendi ao notar
Que ela nada mais me transmite
Em princípio tive medo de olhar
Pensando que meu coração sangraria
Mas ao ver seu rosto
Enxerguei nele um vazio
Não tive pena
Não me senti vingado
Não alimentei meu ego
Apenas percebi que você se foi
E que já não preciso preencher seu lugar

Os mais lidos