O mar se abre
Atordoado eu deslizo
Sou alegria e dor
Ascendo de entre espinhos
Rumo ao céu nublado
E como um raio chego ao chão
Tua frase despertou em mim
Aquilo que ninguém
Jamais despertará
E ao rir de chorar eu fico
Totalmente imerso em ti
Não há como raciocinar
Me lancei...
De um precipício
Pra dentro do teu carro
Te beijei com ternura os lábios
E tatuei na fronte
Aquilo que flutuava
Buscando se concretizar
Vejo tua imagem
Linda em todos os detalhes
No toque
Na escuridão dos olhos
No fulgor do sorriso
Na largura dos ombros
Encaixe perfeito
De braços no abraço
De lábios nos meus lábios
Da sincronia do sono pesado
Desperto e me vejo banhado em ti
Suor, saliva e sêmen
E toda forma de amor
Se manifesta em meus olhos
Olhar que você comprou
Um dia só
E uma dia só você permitiu
Que esse amor te tocasse
Pra consumar o fato ocorrido
E limpar seus rastros
Passear por cima dos escombros
Como quem mira uma paisagem
De um pôr-do-sol alaranjado
Sobre uma multidão de corpos estirados
Contente com os avanços
Contente com o outro e consigo
Sou reduzido a pó
Olá Todos!!!
Obrigado pela visita! Me sinto eternamente honrado. Por favor, leiam os posts mais antigos
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Compulsão
Por favor, se afaste de mim
Meu corpo está sujo
Minha roupa manchada
Meus lábios amargos
Olhe pros meus braços
Úmidos, marcados
Sinto o odor do meu corpo usado
Tantos o tocaram
Muitos possuíram
Já não sinto tremor
Ao ser tocado
Feri meus lábios
Depilei minhas costas
Já não há pêlos
Pra que eu fique arrepiado
Só sinto mãos pesadas
Respiração ofegante
Vejos os olhos fechados
Ou vidrados em um só lado
Movimentos repetitivos
Enfadonhos
Chocam o peito contra o meu
Pegajoso e calejado
Já não durmo abraçado
Já não ouço o coração bater
A respiração acalmar no pescoço
Sinto-me morto
Mas não digo não
Quero ir pra casa
Ficar sozinho
Simular a inocência perdida
Mas não posso dizer não
Posso apenas me despir
Sem nada no bolso
Com uma pedra no estômago
Pronto pra ser consumido
Não posso dizer não
Feito em 2009, não condiz com meu estado de espírito atual...
Meu corpo está sujo
Minha roupa manchada
Meus lábios amargos
Olhe pros meus braços
Úmidos, marcados
Sinto o odor do meu corpo usado
Tantos o tocaram
Muitos possuíram
Já não sinto tremor
Ao ser tocado
Feri meus lábios
Depilei minhas costas
Já não há pêlos
Pra que eu fique arrepiado
Só sinto mãos pesadas
Respiração ofegante
Vejos os olhos fechados
Ou vidrados em um só lado
Movimentos repetitivos
Enfadonhos
Chocam o peito contra o meu
Pegajoso e calejado
Já não durmo abraçado
Já não ouço o coração bater
A respiração acalmar no pescoço
Sinto-me morto
Mas não digo não
Quero ir pra casa
Ficar sozinho
Simular a inocência perdida
Mas não posso dizer não
Posso apenas me despir
Sem nada no bolso
Com uma pedra no estômago
Pronto pra ser consumido
Não posso dizer não
Feito em 2009, não condiz com meu estado de espírito atual...
sábado, 29 de maio de 2010
Quero te matar
Te vejo com brilho nos olhos
Enquanto me roubam a paz
Vejo muito mais no reflexo
De teu sorriso cerrado
Sua pata pesada
Esmaga meus órgãos
Enquanto meu sangue se esvai
E no regozijar de teu
Discurso triunfal
Sinto minha tristeza virar banal
Minha prudência, doença
Minha vida a sentença
De um jogo perverso
No qual eu perdi
Me sinto assim
Ansiando do fundo do meu
Decrepto peito
Ver teu sangue jorrar no meu rosto
Enquanto meu braço incansável
Imprime esforço
Minha mão em teu pescoço
Na mais brutal força
Quero ver a vida sumir de teu olho
Até que essa luz vire fosco
Sim, quero te matar lentamente
Torturar dias à fio, trabalhando
Como na composição de uma sinfonia
Pedaço a pedaço de teu corpo
Saltando como notas ao vento
Enquanto seu sangue flúido
Escorre junto com a harmonia
Quero sofrimento misto de agonia
No arrancar letárgico
De cada unha tua
Das mãos... dos pés
Que dedos esmagados se espalhem
Enquanto extraio do teu último grito
O aroma de carne frita e ácido
Ossos quebrados, costela aberta
Pra que eu possa contemplar
O coração bater pela última vez
Como um tambor acelerado
Suspense, suspenso...
Enfim, acabou
Acabou a música
Acabou a emoção
Acabou você
Enquanto me roubam a paz
Vejo muito mais no reflexo
De teu sorriso cerrado
Sua pata pesada
Esmaga meus órgãos
Enquanto meu sangue se esvai
E no regozijar de teu
Discurso triunfal
Sinto minha tristeza virar banal
Minha prudência, doença
Minha vida a sentença
De um jogo perverso
No qual eu perdi
Me sinto assim
Ansiando do fundo do meu
Decrepto peito
Ver teu sangue jorrar no meu rosto
Enquanto meu braço incansável
Imprime esforço
Minha mão em teu pescoço
Na mais brutal força
Quero ver a vida sumir de teu olho
Até que essa luz vire fosco
Sim, quero te matar lentamente
Torturar dias à fio, trabalhando
Como na composição de uma sinfonia
Pedaço a pedaço de teu corpo
Saltando como notas ao vento
Enquanto seu sangue flúido
Escorre junto com a harmonia
Quero sofrimento misto de agonia
No arrancar letárgico
De cada unha tua
Das mãos... dos pés
Que dedos esmagados se espalhem
Enquanto extraio do teu último grito
O aroma de carne frita e ácido
Ossos quebrados, costela aberta
Pra que eu possa contemplar
O coração bater pela última vez
Como um tambor acelerado
Suspense, suspenso...
Enfim, acabou
Acabou a música
Acabou a emoção
Acabou você
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Eu não te amo
A poça do meu sangue
Nunca chegará ao seu lado da cama
Nem o som desesperado do meu peito
Abafará sua respiração pesada
E continuarei me enfeitando
Me adequando
Pa você me desprezar
Enquanto me ofereço
Pronto pra consumo
Massacrando o pouco de orgulho
Que insiste em ficar
Eu ouço todas suas críticas
Torcendo pra que seu olhar
Me encontre novamente
E uso aquela roupa do primeiro encontro
Mostrando o corpo que ainda é seu
Não se peocupe, meu amor
Porque eu sou perito em mornar
Seu beijo frio de quando chego
E fantasio com o toque afetuoso
Que me tocou pra consumar
O que já está consumado
Suas mãos são tão ásperas
Quanto a sua indiferença
Ao olhar pra mim
Com olhos de que comtempla
Um movel velho
"Preciso substituí-lo"
Mas me atento aos seus conceitos
Me conformo com seus beijos
E mergulho naquilo que
Não sei se é o inferno
Só sei que não é o céu
Me deito e apresento
Minha língua inquieta
Meu membro rijo
Não estou excitado
Mas estou aqui
Olhando pra você
As palavras como refluxo
Me soa piegas exprimir
Mas eu não te amo
Eu? Não... Te amo
Não sei o que dizer, pensar, sentir
Só não me culpe por não mais existir
O sentimento que dia a dia
Você arrancou de minhas entranhas
E a dor estranha que sentia
Ao seu lado
Está perpétua e perdurará
Por todos os seus casos
Nunca chegará ao seu lado da cama
Nem o som desesperado do meu peito
Abafará sua respiração pesada
E continuarei me enfeitando
Me adequando
Pa você me desprezar
Enquanto me ofereço
Pronto pra consumo
Massacrando o pouco de orgulho
Que insiste em ficar
Eu ouço todas suas críticas
Torcendo pra que seu olhar
Me encontre novamente
E uso aquela roupa do primeiro encontro
Mostrando o corpo que ainda é seu
Não se peocupe, meu amor
Porque eu sou perito em mornar
Seu beijo frio de quando chego
E fantasio com o toque afetuoso
Que me tocou pra consumar
O que já está consumado
Suas mãos são tão ásperas
Quanto a sua indiferença
Ao olhar pra mim
Com olhos de que comtempla
Um movel velho
"Preciso substituí-lo"
Mas me atento aos seus conceitos
Me conformo com seus beijos
E mergulho naquilo que
Não sei se é o inferno
Só sei que não é o céu
Me deito e apresento
Minha língua inquieta
Meu membro rijo
Não estou excitado
Mas estou aqui
Olhando pra você
As palavras como refluxo
Me soa piegas exprimir
Mas eu não te amo
Eu? Não... Te amo
Não sei o que dizer, pensar, sentir
Só não me culpe por não mais existir
O sentimento que dia a dia
Você arrancou de minhas entranhas
E a dor estranha que sentia
Ao seu lado
Está perpétua e perdurará
Por todos os seus casos
terça-feira, 9 de junho de 2009
Amor de hoje
Oh, meu amor
Meu grande e eterno
Amor de hoje
Quero encher-te de beijos
De mimos, de ouro...
De tudo que tenho e posso
Pra ter o seu doce
Primeiro sexo
Te banhar de minha língua
De meu gozo
Das minhas palavras
Palavras de hoje
Sim, porque hoje
Ainda não tenho o seu corpo
Sonho e suspiro em possuí-lo
O que farei, hoje
Te prendendo em meu
Forte amasso
Desejoso, curioso
Como criança abrindo presente...
Mas não se importe, meu bem
Com o banho frio que tomaremos
Depois que eu te possuir
Com a cama que crescerá
Com o sono que me ocorrerá
Com o manto de fantasia
Sendo colhido junto com a noite
Com a luz do sol
Seta indicativa de saída
Não se importe
Pois é sincero e verdadeiro o meu
Amor de hoje
E ele queimará eternamente em meu peito
Até não mais te ver
Te amo muito
Hoje
Meu grande e eterno
Amor de hoje
Quero encher-te de beijos
De mimos, de ouro...
De tudo que tenho e posso
Pra ter o seu doce
Primeiro sexo
Te banhar de minha língua
De meu gozo
Das minhas palavras
Palavras de hoje
Sim, porque hoje
Ainda não tenho o seu corpo
Sonho e suspiro em possuí-lo
O que farei, hoje
Te prendendo em meu
Forte amasso
Desejoso, curioso
Como criança abrindo presente...
Mas não se importe, meu bem
Com o banho frio que tomaremos
Depois que eu te possuir
Com a cama que crescerá
Com o sono que me ocorrerá
Com o manto de fantasia
Sendo colhido junto com a noite
Com a luz do sol
Seta indicativa de saída
Não se importe
Pois é sincero e verdadeiro o meu
Amor de hoje
E ele queimará eternamente em meu peito
Até não mais te ver
Te amo muito
Hoje
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sexo Casual
Sedento pelo meu corpo
Querendo meu sexo
Me chama até de “meu amor”
Segura forte meus braços
Com os olhos vidrados
Já sei pra onde vou
E na errante caminhada
Com minha timidez forjada
Finjo ignorar onde estou
Ou não ser muito responsável
Pelos meus poucos atos
Bem pensados pra corresponder
A tudo que se diz
As caricias que surgem
Da pista molhada
Adentro sua casa
Fingindo acreditar
Na enfadonha piada
De que eu fui o primeiro a entrar
Contemplo os móveis da sala
Suspiro por um banho
Sinto a calça apertar
Ouço o bater do coração acelerado
“Vamos pro quarto”
É hora de representar
Meus lábios se abrem
Minha língua passeia
Os carinhosos braços
Tornam-se tentáculos
Tentando me despir
Tesão? Sei lá...
O que posso fazer? Já estou aqui
Deixo tirar minha camisa
Enquanto minhas mãos frias
Terminam de despir
As poucas peças de roupa
Que ainda restavam cair
Me deito e me levanto
Sou lambido e lambo
Rio dos seus gemidos
Me viro pra cabeceira
Me sinto excitado
Prossigo
Madrugada adentro
Meu suor escorrendo na testa
Minhas pernas trêmulas
Prossigo
Debaixo do chuveiro
Embalo uma segunda
Na cama uma terceira
Prossigo
Vejo o céu clareando
Sinto um pouco de sono
Meu corpo cansado
Clama por minha cama
Mais beijos e abraços
Já raiou o sol
Me visto
Como, converso
Quero muito ir pra casa
Me dê o seu número
Mantemos contato
Mais beijos e abraços
Já desci as escadas
Prossigo
Querendo meu sexo
Me chama até de “meu amor”
Segura forte meus braços
Com os olhos vidrados
Já sei pra onde vou
E na errante caminhada
Com minha timidez forjada
Finjo ignorar onde estou
Ou não ser muito responsável
Pelos meus poucos atos
Bem pensados pra corresponder
A tudo que se diz
As caricias que surgem
Da pista molhada
Adentro sua casa
Fingindo acreditar
Na enfadonha piada
De que eu fui o primeiro a entrar
Contemplo os móveis da sala
Suspiro por um banho
Sinto a calça apertar
Ouço o bater do coração acelerado
“Vamos pro quarto”
É hora de representar
Meus lábios se abrem
Minha língua passeia
Os carinhosos braços
Tornam-se tentáculos
Tentando me despir
Tesão? Sei lá...
O que posso fazer? Já estou aqui
Deixo tirar minha camisa
Enquanto minhas mãos frias
Terminam de despir
As poucas peças de roupa
Que ainda restavam cair
Me deito e me levanto
Sou lambido e lambo
Rio dos seus gemidos
Me viro pra cabeceira
Me sinto excitado
Prossigo
Madrugada adentro
Meu suor escorrendo na testa
Minhas pernas trêmulas
Prossigo
Debaixo do chuveiro
Embalo uma segunda
Na cama uma terceira
Prossigo
Vejo o céu clareando
Sinto um pouco de sono
Meu corpo cansado
Clama por minha cama
Mais beijos e abraços
Já raiou o sol
Me visto
Como, converso
Quero muito ir pra casa
Me dê o seu número
Mantemos contato
Mais beijos e abraços
Já desci as escadas
Prossigo
sábado, 17 de janeiro de 2009
Amor
O amor é um vento leve
Sobre as cabeças das vidas inertes
Cascas vazias
Fúteis e repetitivas
Suave veneno que mata
Aqueles que o buscam
No corpo de outro alguém
Oh, como amo amar
Amar me enganar
Amar me machucar
Amar alguém que não sabe amar
E rimar feito tolo
Pra arrancar suspiros de um ser
Igualmente vivo-morto
Ah, o amor
Como é lindo o amor
Como é lindo ser esquartejado
Ao som de sua doce ilusão
Ser sugado pelo seu ideal
Desperdiçar a vida tendo-o como missão
Império maldito, mas tão bonito...
Tão artístico, tão inspirador...
Não vejo minha vida
Sem as adagas
Do amor
Trazendo sentido
A toda hipocrisia
Que é viver neste mundo sem cor
Mata-me aos poucos, amor
Como fazes a todos os seus
Traga-me, consuma-me
Joga meus restos num túmulo
Onde muitos ou poucos chorarão
Por ti, apenas por ti
Oh amor
Tão lindo como nos filmes
Tão piegas quanto este poema
Tão cruel quanto um ditador
Rumamos cativos a ti
De mãos atadas e olhos vendados
Como bons servos
Morreremos fazendo sua vontade, oh amor.
* Pediram pra eu escrever sobre o amor, foi a única coisa que me veio à cabeça. Podem me chamar de doente, idiota ou detestar este poema; mas ele representa exatamente o amor. O amor que muitos evitam enxergar pra não morrer de amargura. Sei amar a quem me ama e valorizar quem me valoriza, só não sei fingir que não enxergo este amor na vida de muitos.
Sobre as cabeças das vidas inertes
Cascas vazias
Fúteis e repetitivas
Suave veneno que mata
Aqueles que o buscam
No corpo de outro alguém
Oh, como amo amar
Amar me enganar
Amar me machucar
Amar alguém que não sabe amar
E rimar feito tolo
Pra arrancar suspiros de um ser
Igualmente vivo-morto
Ah, o amor
Como é lindo o amor
Como é lindo ser esquartejado
Ao som de sua doce ilusão
Ser sugado pelo seu ideal
Desperdiçar a vida tendo-o como missão
Império maldito, mas tão bonito...
Tão artístico, tão inspirador...
Não vejo minha vida
Sem as adagas
Do amor
Trazendo sentido
A toda hipocrisia
Que é viver neste mundo sem cor
Mata-me aos poucos, amor
Como fazes a todos os seus
Traga-me, consuma-me
Joga meus restos num túmulo
Onde muitos ou poucos chorarão
Por ti, apenas por ti
Oh amor
Tão lindo como nos filmes
Tão piegas quanto este poema
Tão cruel quanto um ditador
Rumamos cativos a ti
De mãos atadas e olhos vendados
Como bons servos
Morreremos fazendo sua vontade, oh amor.
* Pediram pra eu escrever sobre o amor, foi a única coisa que me veio à cabeça. Podem me chamar de doente, idiota ou detestar este poema; mas ele representa exatamente o amor. O amor que muitos evitam enxergar pra não morrer de amargura. Sei amar a quem me ama e valorizar quem me valoriza, só não sei fingir que não enxergo este amor na vida de muitos.
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