Te vejo com brilho nos olhos
Enquanto me roubam a paz
Vejo muito mais no reflexo
De teu sorriso cerrado
Sua pata pesada
Esmaga meus órgãos
Enquanto meu sangue se esvai
E no regozijar de teu
Discurso triunfal
Sinto minha tristeza virar banal
Minha prudência, doença
Minha vida a sentença
De um jogo perverso
No qual eu perdi
Me sinto assim
Ansiando do fundo do meu
Decrepto peito
Ver teu sangue jorrar no meu rosto
Enquanto meu braço incansável
Imprime esforço
Minha mão em teu pescoço
Na mais brutal força
Quero ver a vida sumir de teu olho
Até que essa luz vire fosco
Sim, quero te matar lentamente
Torturar dias à fio, trabalhando
Como na composição de uma sinfonia
Pedaço a pedaço de teu corpo
Saltando como notas ao vento
Enquanto seu sangue flúido
Escorre junto com a harmonia
Quero sofrimento misto de agonia
No arrancar letárgico
De cada unha tua
Das mãos... dos pés
Que dedos esmagados se espalhem
Enquanto extraio do teu último grito
O aroma de carne frita e ácido
Ossos quebrados, costela aberta
Pra que eu possa contemplar
O coração bater pela última vez
Como um tambor acelerado
Suspense, suspenso...
Enfim, acabou
Acabou a música
Acabou a emoção
Acabou você
Olá Todos!!!
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sábado, 29 de maio de 2010
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Eu não te amo
A poça do meu sangue
Nunca chegará ao seu lado da cama
Nem o som desesperado do meu peito
Abafará sua respiração pesada
E continuarei me enfeitando
Me adequando
Pa você me desprezar
Enquanto me ofereço
Pronto pra consumo
Massacrando o pouco de orgulho
Que insiste em ficar
Eu ouço todas suas críticas
Torcendo pra que seu olhar
Me encontre novamente
E uso aquela roupa do primeiro encontro
Mostrando o corpo que ainda é seu
Não se peocupe, meu amor
Porque eu sou perito em mornar
Seu beijo frio de quando chego
E fantasio com o toque afetuoso
Que me tocou pra consumar
O que já está consumado
Suas mãos são tão ásperas
Quanto a sua indiferença
Ao olhar pra mim
Com olhos de que comtempla
Um movel velho
"Preciso substituí-lo"
Mas me atento aos seus conceitos
Me conformo com seus beijos
E mergulho naquilo que
Não sei se é o inferno
Só sei que não é o céu
Me deito e apresento
Minha língua inquieta
Meu membro rijo
Não estou excitado
Mas estou aqui
Olhando pra você
As palavras como refluxo
Me soa piegas exprimir
Mas eu não te amo
Eu? Não... Te amo
Não sei o que dizer, pensar, sentir
Só não me culpe por não mais existir
O sentimento que dia a dia
Você arrancou de minhas entranhas
E a dor estranha que sentia
Ao seu lado
Está perpétua e perdurará
Por todos os seus casos
Nunca chegará ao seu lado da cama
Nem o som desesperado do meu peito
Abafará sua respiração pesada
E continuarei me enfeitando
Me adequando
Pa você me desprezar
Enquanto me ofereço
Pronto pra consumo
Massacrando o pouco de orgulho
Que insiste em ficar
Eu ouço todas suas críticas
Torcendo pra que seu olhar
Me encontre novamente
E uso aquela roupa do primeiro encontro
Mostrando o corpo que ainda é seu
Não se peocupe, meu amor
Porque eu sou perito em mornar
Seu beijo frio de quando chego
E fantasio com o toque afetuoso
Que me tocou pra consumar
O que já está consumado
Suas mãos são tão ásperas
Quanto a sua indiferença
Ao olhar pra mim
Com olhos de que comtempla
Um movel velho
"Preciso substituí-lo"
Mas me atento aos seus conceitos
Me conformo com seus beijos
E mergulho naquilo que
Não sei se é o inferno
Só sei que não é o céu
Me deito e apresento
Minha língua inquieta
Meu membro rijo
Não estou excitado
Mas estou aqui
Olhando pra você
As palavras como refluxo
Me soa piegas exprimir
Mas eu não te amo
Eu? Não... Te amo
Não sei o que dizer, pensar, sentir
Só não me culpe por não mais existir
O sentimento que dia a dia
Você arrancou de minhas entranhas
E a dor estranha que sentia
Ao seu lado
Está perpétua e perdurará
Por todos os seus casos
terça-feira, 9 de junho de 2009
Amor de hoje
Oh, meu amor
Meu grande e eterno
Amor de hoje
Quero encher-te de beijos
De mimos, de ouro...
De tudo que tenho e posso
Pra ter o seu doce
Primeiro sexo
Te banhar de minha língua
De meu gozo
Das minhas palavras
Palavras de hoje
Sim, porque hoje
Ainda não tenho o seu corpo
Sonho e suspiro em possuí-lo
O que farei, hoje
Te prendendo em meu
Forte amasso
Desejoso, curioso
Como criança abrindo presente...
Mas não se importe, meu bem
Com o banho frio que tomaremos
Depois que eu te possuir
Com a cama que crescerá
Com o sono que me ocorrerá
Com o manto de fantasia
Sendo colhido junto com a noite
Com a luz do sol
Seta indicativa de saída
Não se importe
Pois é sincero e verdadeiro o meu
Amor de hoje
E ele queimará eternamente em meu peito
Até não mais te ver
Te amo muito
Hoje
Meu grande e eterno
Amor de hoje
Quero encher-te de beijos
De mimos, de ouro...
De tudo que tenho e posso
Pra ter o seu doce
Primeiro sexo
Te banhar de minha língua
De meu gozo
Das minhas palavras
Palavras de hoje
Sim, porque hoje
Ainda não tenho o seu corpo
Sonho e suspiro em possuí-lo
O que farei, hoje
Te prendendo em meu
Forte amasso
Desejoso, curioso
Como criança abrindo presente...
Mas não se importe, meu bem
Com o banho frio que tomaremos
Depois que eu te possuir
Com a cama que crescerá
Com o sono que me ocorrerá
Com o manto de fantasia
Sendo colhido junto com a noite
Com a luz do sol
Seta indicativa de saída
Não se importe
Pois é sincero e verdadeiro o meu
Amor de hoje
E ele queimará eternamente em meu peito
Até não mais te ver
Te amo muito
Hoje
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sexo Casual
Sedento pelo meu corpo
Querendo meu sexo
Me chama até de “meu amor”
Segura forte meus braços
Com os olhos vidrados
Já sei pra onde vou
E na errante caminhada
Com minha timidez forjada
Finjo ignorar onde estou
Ou não ser muito responsável
Pelos meus poucos atos
Bem pensados pra corresponder
A tudo que se diz
As caricias que surgem
Da pista molhada
Adentro sua casa
Fingindo acreditar
Na enfadonha piada
De que eu fui o primeiro a entrar
Contemplo os móveis da sala
Suspiro por um banho
Sinto a calça apertar
Ouço o bater do coração acelerado
“Vamos pro quarto”
É hora de representar
Meus lábios se abrem
Minha língua passeia
Os carinhosos braços
Tornam-se tentáculos
Tentando me despir
Tesão? Sei lá...
O que posso fazer? Já estou aqui
Deixo tirar minha camisa
Enquanto minhas mãos frias
Terminam de despir
As poucas peças de roupa
Que ainda restavam cair
Me deito e me levanto
Sou lambido e lambo
Rio dos seus gemidos
Me viro pra cabeceira
Me sinto excitado
Prossigo
Madrugada adentro
Meu suor escorrendo na testa
Minhas pernas trêmulas
Prossigo
Debaixo do chuveiro
Embalo uma segunda
Na cama uma terceira
Prossigo
Vejo o céu clareando
Sinto um pouco de sono
Meu corpo cansado
Clama por minha cama
Mais beijos e abraços
Já raiou o sol
Me visto
Como, converso
Quero muito ir pra casa
Me dê o seu número
Mantemos contato
Mais beijos e abraços
Já desci as escadas
Prossigo
Querendo meu sexo
Me chama até de “meu amor”
Segura forte meus braços
Com os olhos vidrados
Já sei pra onde vou
E na errante caminhada
Com minha timidez forjada
Finjo ignorar onde estou
Ou não ser muito responsável
Pelos meus poucos atos
Bem pensados pra corresponder
A tudo que se diz
As caricias que surgem
Da pista molhada
Adentro sua casa
Fingindo acreditar
Na enfadonha piada
De que eu fui o primeiro a entrar
Contemplo os móveis da sala
Suspiro por um banho
Sinto a calça apertar
Ouço o bater do coração acelerado
“Vamos pro quarto”
É hora de representar
Meus lábios se abrem
Minha língua passeia
Os carinhosos braços
Tornam-se tentáculos
Tentando me despir
Tesão? Sei lá...
O que posso fazer? Já estou aqui
Deixo tirar minha camisa
Enquanto minhas mãos frias
Terminam de despir
As poucas peças de roupa
Que ainda restavam cair
Me deito e me levanto
Sou lambido e lambo
Rio dos seus gemidos
Me viro pra cabeceira
Me sinto excitado
Prossigo
Madrugada adentro
Meu suor escorrendo na testa
Minhas pernas trêmulas
Prossigo
Debaixo do chuveiro
Embalo uma segunda
Na cama uma terceira
Prossigo
Vejo o céu clareando
Sinto um pouco de sono
Meu corpo cansado
Clama por minha cama
Mais beijos e abraços
Já raiou o sol
Me visto
Como, converso
Quero muito ir pra casa
Me dê o seu número
Mantemos contato
Mais beijos e abraços
Já desci as escadas
Prossigo
sábado, 17 de janeiro de 2009
Amor
O amor é um vento leve
Sobre as cabeças das vidas inertes
Cascas vazias
Fúteis e repetitivas
Suave veneno que mata
Aqueles que o buscam
No corpo de outro alguém
Oh, como amo amar
Amar me enganar
Amar me machucar
Amar alguém que não sabe amar
E rimar feito tolo
Pra arrancar suspiros de um ser
Igualmente vivo-morto
Ah, o amor
Como é lindo o amor
Como é lindo ser esquartejado
Ao som de sua doce ilusão
Ser sugado pelo seu ideal
Desperdiçar a vida tendo-o como missão
Império maldito, mas tão bonito...
Tão artístico, tão inspirador...
Não vejo minha vida
Sem as adagas
Do amor
Trazendo sentido
A toda hipocrisia
Que é viver neste mundo sem cor
Mata-me aos poucos, amor
Como fazes a todos os seus
Traga-me, consuma-me
Joga meus restos num túmulo
Onde muitos ou poucos chorarão
Por ti, apenas por ti
Oh amor
Tão lindo como nos filmes
Tão piegas quanto este poema
Tão cruel quanto um ditador
Rumamos cativos a ti
De mãos atadas e olhos vendados
Como bons servos
Morreremos fazendo sua vontade, oh amor.
* Pediram pra eu escrever sobre o amor, foi a única coisa que me veio à cabeça. Podem me chamar de doente, idiota ou detestar este poema; mas ele representa exatamente o amor. O amor que muitos evitam enxergar pra não morrer de amargura. Sei amar a quem me ama e valorizar quem me valoriza, só não sei fingir que não enxergo este amor na vida de muitos.
Sobre as cabeças das vidas inertes
Cascas vazias
Fúteis e repetitivas
Suave veneno que mata
Aqueles que o buscam
No corpo de outro alguém
Oh, como amo amar
Amar me enganar
Amar me machucar
Amar alguém que não sabe amar
E rimar feito tolo
Pra arrancar suspiros de um ser
Igualmente vivo-morto
Ah, o amor
Como é lindo o amor
Como é lindo ser esquartejado
Ao som de sua doce ilusão
Ser sugado pelo seu ideal
Desperdiçar a vida tendo-o como missão
Império maldito, mas tão bonito...
Tão artístico, tão inspirador...
Não vejo minha vida
Sem as adagas
Do amor
Trazendo sentido
A toda hipocrisia
Que é viver neste mundo sem cor
Mata-me aos poucos, amor
Como fazes a todos os seus
Traga-me, consuma-me
Joga meus restos num túmulo
Onde muitos ou poucos chorarão
Por ti, apenas por ti
Oh amor
Tão lindo como nos filmes
Tão piegas quanto este poema
Tão cruel quanto um ditador
Rumamos cativos a ti
De mãos atadas e olhos vendados
Como bons servos
Morreremos fazendo sua vontade, oh amor.
* Pediram pra eu escrever sobre o amor, foi a única coisa que me veio à cabeça. Podem me chamar de doente, idiota ou detestar este poema; mas ele representa exatamente o amor. O amor que muitos evitam enxergar pra não morrer de amargura. Sei amar a quem me ama e valorizar quem me valoriza, só não sei fingir que não enxergo este amor na vida de muitos.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Minha amiga, meu amor
*Tô abrindo uma exceção pra você, viu?! Vai ser homenageada aqui. Te amo muito e estou contradizendo com todo meu estilo de escrita só por você.
Andando entre os prédios
Alheio, confuso
Escuto sua voz
Transpassar a agonia
Seu doce sussurro
De longe, ouvido
Estou aqui
Minha amiga, meu amor
Amor que não se consuma na carne
Que arde no peito
Que acolhe nos braços
E entre meus braços, enrolo seus cachos
Te beijo a testa
Mesclado em sua essência
Jamais partirei
Portanto não suma
Não use sua mágica
Em quem não te enxerga
Não chame de longe
A quem não te escuta
Não machuque seu peito
Já tão fragilizado
Estou aqui
E jamais partirei
* Feito para a única pessoa que me faz encher a boca pra falar AMIGO. Lembra que te disse que não tinha e nem teria amigos? Pois é, você conquistou isso. Te adoro, Lady.
Andando entre os prédios
Alheio, confuso
Escuto sua voz
Transpassar a agonia
Seu doce sussurro
De longe, ouvido
Estou aqui
Minha amiga, meu amor
Amor que não se consuma na carne
Que arde no peito
Que acolhe nos braços
E entre meus braços, enrolo seus cachos
Te beijo a testa
Mesclado em sua essência
Jamais partirei
Portanto não suma
Não use sua mágica
Em quem não te enxerga
Não chame de longe
A quem não te escuta
Não machuque seu peito
Já tão fragilizado
Estou aqui
E jamais partirei
* Feito para a única pessoa que me faz encher a boca pra falar AMIGO. Lembra que te disse que não tinha e nem teria amigos? Pois é, você conquistou isso. Te adoro, Lady.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Estou de volta
Não sei como explicar, mas circula em meu corpo uma suave e relaxante sensação que vem no intervalo entre o fim do choro e o início do sono. Não é nada doentio, não me sinto mais bonito ou mais movido a me vingar. Simplesmente me sinto bem. No rosto, sinto o grudar das lágrimas secando. Algumas ainda querem descer, mas estas já não rasgam meu peito. Descem porque devem seguir o fluxo pra fora de meu corpo; rumo ao vento, com todas as amarras.
É nessa hora que vêm o sono; como um bálsamo, lavando o resto de lama das lembranças que antes me encarceravam. Casa limpa, rosto horrível. Nariz e olhos inchados, diante do espelho, me fazem rir. Como é gostoso voltar a respirar sem peso, comer com vontade, pensar no futuro. Há muito tempo não tinha o prazer de chorar comigo mesmo, sem reservas, sem medo de ser fraco. Há muito tempo não abraçava a solidão, que sempre esteve ao meu lado e sempre foi a minha melhor companhia. Deito e acordo com ela, e dela fiz e sempre farei a minha eterna enamorada.
Já ouço os pássaros cantarem, que horas são agora? Pouco importa, ganhei a noite numa longa caminhada de volta ao meu corpo. Enfim cheguei. Bastante mudado, devo confessar. Não sei se acerto voltar a viver como antes, até porque não caibo mais em mim. Cresci em medidas que preferia não crescer e perdi volumes preciosos no caminho longe de meu lar. Expandido, ampliado e confuso; fuço os velhos móveis cobertos de poeira.
Estou de volta! Não sei se fico, não sei se vou fazer uma mudança aqui, mas estou de volta. É o que importa, só quero abraçar meus lençóis, me cobrir por inteiro e dormir até que pese a cabeça.
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