Quando nossa canção tocar
Estaremos suados e entrelaçados
Abraçados e debaixo dos lençóis
Experimentando o máximo do prazer
Pois a nossa canção é nascente
De um sentimento intenso e confuso
Que transborda em meu peito
E me faz querer-te ainda mais
Que se ouça em toda terra nossa canção
Junto com os nossos sussurros
Que não pareça obseno, sujo
Mas que seja puro, como o próprio amor
Puro como sonhei e não quis acordar
Como o convite que fazia com os lábios
E com as mãos sedentas
Enquanto te despias e deitavas
Iniciando o mais lindo espetáculo
Que, dentre tantos conceitos, banalizado
Resiste firme em nosso coração
E correndo ao vento com a nossa canção
Feito em 2004
Olá Todos!!!
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sexta-feira, 25 de abril de 2008
A rosa
Rosa moribunda
Abandonada ao chão
A cor lhe falta
Seu talo grita por água
Rosa desbotada
De pétalas soltas
Arrancada do caule
e despedaçada
Que na força da sua juventude
Exibia uma cor majestosa
Hoje morta, "destroçada"
Unida ao pó da terra
Há quem se importe?
Por Deus, alguém note
Ou até termine o que começou
Esmagando a flor que arrancou
Feito em 2003
Abandonada ao chão
A cor lhe falta
Seu talo grita por água
Rosa desbotada
De pétalas soltas
Arrancada do caule
e despedaçada
Que na força da sua juventude
Exibia uma cor majestosa
Hoje morta, "destroçada"
Unida ao pó da terra
Há quem se importe?
Por Deus, alguém note
Ou até termine o que começou
Esmagando a flor que arrancou
Feito em 2003
A enfadonha dor
Melodia fúnebre
Melodia suave
Ecoa nos bosques
Soa nos vales
Melodia triste
Como o verde que rodeia
Som da chuva ao balançar
Das folhas da palmeira
Melodia monótona
Como noite sem estrela
Sem a luz da lua cheia
Nuvem carregada e brisa fresca
Mais um que morre
Mais um que nasce
Mais um choro, mais um sorriso
Mais um tormento, mais um sumiço
Mãos que tocam a harpa da dor
Tentando amenizar
Alegrar o coração ferido
Mas volta a machucá-lo
Sofrer é viver?
Tem que ser assim...
Ou cubro meus ouvidos e sigo
Ou me escondo em mim
E mesmo que eu finja não existir
Tente esquecer ou sumir
A dor mora dentro de mim
Não posso me amedrontar
Vou brusacmente arrancar
Essa dor, esse desalento
Quem sabe do vale passar
E pôr fim ao meu sofrimento
Feito em 2003
Melodia suave
Ecoa nos bosques
Soa nos vales
Melodia triste
Como o verde que rodeia
Som da chuva ao balançar
Das folhas da palmeira
Melodia monótona
Como noite sem estrela
Sem a luz da lua cheia
Nuvem carregada e brisa fresca
Mais um que morre
Mais um que nasce
Mais um choro, mais um sorriso
Mais um tormento, mais um sumiço
Mãos que tocam a harpa da dor
Tentando amenizar
Alegrar o coração ferido
Mas volta a machucá-lo
Sofrer é viver?
Tem que ser assim...
Ou cubro meus ouvidos e sigo
Ou me escondo em mim
E mesmo que eu finja não existir
Tente esquecer ou sumir
A dor mora dentro de mim
Não posso me amedrontar
Vou brusacmente arrancar
Essa dor, esse desalento
Quem sabe do vale passar
E pôr fim ao meu sofrimento
Feito em 2003
Coração
Urra coração partido!
O abafado grito
Que por dentro te rasga
Dá seu último suspiro
De sofrimento, aflição
Rompe suas paredes
Arranca de sí mesmo
Melodia desesperada
Agonizante, explode!
Mas não morre, clame a Deus
Ache conforto
Seja restaurado
Volte a bater, devagar
Tudo isso vai passar
E amanhã novo estarás
Feito em 2003
O abafado grito
Que por dentro te rasga
Dá seu último suspiro
De sofrimento, aflição
Rompe suas paredes
Arranca de sí mesmo
Melodia desesperada
Agonizante, explode!
Mas não morre, clame a Deus
Ache conforto
Seja restaurado
Volte a bater, devagar
Tudo isso vai passar
E amanhã novo estarás
Feito em 2003
Chuva
Eu só quero me enrolar
Em lençóis frios, deitar
Sentir Deus me esquentar
E dormir
Simplesmente dormir
Sonhar, acordar e novamente dormir
Ouvir a mensagem do frio pra mim
Apenas deite, pois já te venci
O céu escuro e em pranto
Comovido com o clamor da terra
Sedenta de água fria
Insatisfeita por enquanto
As folhas encharcadas chacoalham
Com o ímpeto do vento revoltado
Os animais correm, se escondem
Eu vejo tudo isso e fico parado
Contemplando todo o espetáculo
Despercebido pelos agasalhados
Que correm desesperados
Aos lençóis de suas camas
feito em 2003
Em lençóis frios, deitar
Sentir Deus me esquentar
E dormir
Simplesmente dormir
Sonhar, acordar e novamente dormir
Ouvir a mensagem do frio pra mim
Apenas deite, pois já te venci
O céu escuro e em pranto
Comovido com o clamor da terra
Sedenta de água fria
Insatisfeita por enquanto
As folhas encharcadas chacoalham
Com o ímpeto do vento revoltado
Os animais correm, se escondem
Eu vejo tudo isso e fico parado
Contemplando todo o espetáculo
Despercebido pelos agasalhados
Que correm desesperados
Aos lençóis de suas camas
feito em 2003
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Carne exposta
Hoje fui brutalmente abusado. Tenho provas e argumentos suficientes para sustentar minha acusação, pois o meu agressor fui eu mesmo. Parece até loucura dizer isto, mas eu não tenho o menor constrangimento em dizer que abusei de meu próprio corpo contra a vontade dele. Claro que isso não aconteceu no plano físico, e qualquer laudo ou perícia atestaria a ausência de lesões corporais.
Eu me agredi apresentando o meu corpo a sociedade como carne exposta, pronta para ser embalada, cozinhada e consumida. Talvez isso não choque a muitos que já estão acostumados a vender sua beleza e juventude e a receber como moeda de troca um relacionamento frustrado ou até mesmo o enfadonho orgasmo do sexo casual, mas hoje pude perceber a violência e o masoquismo que é se lançar como simples sonho de consumo.
Nesse momento você pode até estar se perguntando: " Mas que diabos aconteceu pra ele chegasse a essa conclusão infeliz? Será que se frustrou numa transa? Será que foi rejeitado?" Eu posso responder em minha defesa, afinal eu mesmo fui autor e vítima do crime. Cheguei a essa conclusão porque lembrei-me de todas as pessoas com quem tive o mínimo de envolvimento amoroso ou sexual e vi que quase 90% delas não valeram a pena.
Entraram em minha vida, me usaram, sugaram cada gota de meu prazer e se foram alegres e satisfeitas. Consumiram minha carne, minha energia, minha inocência e hoje estão em busca de outros corpos pra se alimentar. Carne exposta foi o que fiz de mim, e eu mesmo me agredi ao permitir que minha boca tocasse tais lábios vorazes, que minhas mãos passeassem por tais corpos. Sou culpado por buscar nessas bestas a vida que a sociedade almeja pra mim; e que, ironicamente, a torna impossivel.
Então este, e apenas este é o meu crime. Qual seria a setença pra mim, réu e vítima neste mesmo caso? A moeda que recebi pelo corpo que expus: a ausência de esperança em um relacionamento sadio e estável.
Eu me agredi apresentando o meu corpo a sociedade como carne exposta, pronta para ser embalada, cozinhada e consumida. Talvez isso não choque a muitos que já estão acostumados a vender sua beleza e juventude e a receber como moeda de troca um relacionamento frustrado ou até mesmo o enfadonho orgasmo do sexo casual, mas hoje pude perceber a violência e o masoquismo que é se lançar como simples sonho de consumo.
Nesse momento você pode até estar se perguntando: " Mas que diabos aconteceu pra ele chegasse a essa conclusão infeliz? Será que se frustrou numa transa? Será que foi rejeitado?" Eu posso responder em minha defesa, afinal eu mesmo fui autor e vítima do crime. Cheguei a essa conclusão porque lembrei-me de todas as pessoas com quem tive o mínimo de envolvimento amoroso ou sexual e vi que quase 90% delas não valeram a pena.
Entraram em minha vida, me usaram, sugaram cada gota de meu prazer e se foram alegres e satisfeitas. Consumiram minha carne, minha energia, minha inocência e hoje estão em busca de outros corpos pra se alimentar. Carne exposta foi o que fiz de mim, e eu mesmo me agredi ao permitir que minha boca tocasse tais lábios vorazes, que minhas mãos passeassem por tais corpos. Sou culpado por buscar nessas bestas a vida que a sociedade almeja pra mim; e que, ironicamente, a torna impossivel.
Então este, e apenas este é o meu crime. Qual seria a setença pra mim, réu e vítima neste mesmo caso? A moeda que recebi pelo corpo que expus: a ausência de esperança em um relacionamento sadio e estável.
No fundo criança
Percebi há pouco tempo que, na verdade, não é apenas a imagem de uma criança precoce que chama a atenção em mim. No fundo, bem no imo, eu ainda sou uma criança precoce. Um menino nerd que tenta se passar por adulto. Aonde está toda a experiência que eu achava que tinha? E a bagagem e sabedoria que enxergavam em mim? Sinceramente estou confuso, pois o que levanto como certeza hoje amanhã é destruído em questão de segundos.
Sinceramente há algo de errado comigo. Não diante do espelho, mas na linha do tempo. Vejo que os anos seguiram e meu corpo também, mas em minha mente o tempo parou. Tem anos passados que são como buracos em minha mente. E como o tempo passou... Lembro-me de ter medo de chegar aos 15 anos, de sonhar em morar sozinho aos 18. Não posso deixar de rir quando penso em como me iludia com a vida adulta.
Imaginava-me um boêmio e poeta, dançando junto a meretrizes madrugada adentro, bebendo, sendo inebriado pelo perfume de damas da noite e das baforadas de cigarro. Quão enganado estava... Agora vejo que as luzes piscam não só para iluminar a noite, mas para disfarçar os rostos descontentes dos que buscam diversão. A vida desencantada dos que circulam quase mortos, tentando sugar dos lábios uns dos outros a pouca vida que lhes resta.
Sou sim, uma criança lançada num filme de horror, circulando entre mortos-vivos, visto como um "vivo-morto". Vivi muito tempo em mim, e ao ser lançado para fora ví uma dinâmica diferente de meu mundinho quente e acolhedor. Quero voltar pra dentro de mim!!! Se não for possivel, terei que fazer algo ainda mais difícil: fazer deste mundo o "meu mundo", imprimindo o mundo dentro de mim nele.
Sinceramente há algo de errado comigo. Não diante do espelho, mas na linha do tempo. Vejo que os anos seguiram e meu corpo também, mas em minha mente o tempo parou. Tem anos passados que são como buracos em minha mente. E como o tempo passou... Lembro-me de ter medo de chegar aos 15 anos, de sonhar em morar sozinho aos 18. Não posso deixar de rir quando penso em como me iludia com a vida adulta.
Imaginava-me um boêmio e poeta, dançando junto a meretrizes madrugada adentro, bebendo, sendo inebriado pelo perfume de damas da noite e das baforadas de cigarro. Quão enganado estava... Agora vejo que as luzes piscam não só para iluminar a noite, mas para disfarçar os rostos descontentes dos que buscam diversão. A vida desencantada dos que circulam quase mortos, tentando sugar dos lábios uns dos outros a pouca vida que lhes resta.
Sou sim, uma criança lançada num filme de horror, circulando entre mortos-vivos, visto como um "vivo-morto". Vivi muito tempo em mim, e ao ser lançado para fora ví uma dinâmica diferente de meu mundinho quente e acolhedor. Quero voltar pra dentro de mim!!! Se não for possivel, terei que fazer algo ainda mais difícil: fazer deste mundo o "meu mundo", imprimindo o mundo dentro de mim nele.
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