*Tô abrindo uma exceção pra você, viu?! Vai ser homenageada aqui. Te amo muito e estou contradizendo com todo meu estilo de escrita só por você.
Andando entre os prédios
Alheio, confuso
Escuto sua voz
Transpassar a agonia
Seu doce sussurro
De longe, ouvido
Estou aqui
Minha amiga, meu amor
Amor que não se consuma na carne
Que arde no peito
Que acolhe nos braços
E entre meus braços, enrolo seus cachos
Te beijo a testa
Mesclado em sua essência
Jamais partirei
Portanto não suma
Não use sua mágica
Em quem não te enxerga
Não chame de longe
A quem não te escuta
Não machuque seu peito
Já tão fragilizado
Estou aqui
E jamais partirei
* Feito para a única pessoa que me faz encher a boca pra falar AMIGO. Lembra que te disse que não tinha e nem teria amigos? Pois é, você conquistou isso. Te adoro, Lady.
Olá Todos!!!
Obrigado pela visita! Me sinto eternamente honrado. Por favor, leiam os posts mais antigos
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Estou de volta
Não sei como explicar, mas circula em meu corpo uma suave e relaxante sensação que vem no intervalo entre o fim do choro e o início do sono. Não é nada doentio, não me sinto mais bonito ou mais movido a me vingar. Simplesmente me sinto bem. No rosto, sinto o grudar das lágrimas secando. Algumas ainda querem descer, mas estas já não rasgam meu peito. Descem porque devem seguir o fluxo pra fora de meu corpo; rumo ao vento, com todas as amarras.
É nessa hora que vêm o sono; como um bálsamo, lavando o resto de lama das lembranças que antes me encarceravam. Casa limpa, rosto horrível. Nariz e olhos inchados, diante do espelho, me fazem rir. Como é gostoso voltar a respirar sem peso, comer com vontade, pensar no futuro. Há muito tempo não tinha o prazer de chorar comigo mesmo, sem reservas, sem medo de ser fraco. Há muito tempo não abraçava a solidão, que sempre esteve ao meu lado e sempre foi a minha melhor companhia. Deito e acordo com ela, e dela fiz e sempre farei a minha eterna enamorada.
Já ouço os pássaros cantarem, que horas são agora? Pouco importa, ganhei a noite numa longa caminhada de volta ao meu corpo. Enfim cheguei. Bastante mudado, devo confessar. Não sei se acerto voltar a viver como antes, até porque não caibo mais em mim. Cresci em medidas que preferia não crescer e perdi volumes preciosos no caminho longe de meu lar. Expandido, ampliado e confuso; fuço os velhos móveis cobertos de poeira.
Estou de volta! Não sei se fico, não sei se vou fazer uma mudança aqui, mas estou de volta. É o que importa, só quero abraçar meus lençóis, me cobrir por inteiro e dormir até que pese a cabeça.
A cinza alcatéia
Estirado no chão
Contemplo uma cinza alcatéia
Dilacerar meu peito
Saboreando nele
As tiras do amor próprio
Que ainda me resta
Nos lábios entreabertos
Emito apenas uma respiração ofegante
Sussurro agonizante
Daqueles que se sentem mortos
Embora estejam vivos
Se sinto dor?
Sim, muita dor
Mas até da dor que sinto
Os lobos se alimentam
A luz da lua cheia
Reflete um brilho prata
Na superfície de meu sangue empoçado
Admiro agoniado
No chão branco
O gotejar de minha vida se esvaindo
Tento pedir por água
Mas a água que sai dos meus olhos
É lambida por um lobo
Um gesto de carinho, talvez
Ou um privilégio que me arrancam
E ao olhar fixamente nos olhos desse lobo
Os olhos que me mantém vivo
Sangrando
Desejando sugar das íris escuras
A luz da minha liberdade
Sou tomado por um sentimento pleno
De ternura e de tormenta
Se o amo?
Não, não amo
Amo o pedaço de mim
Que ele digeriu
E que nem salvo dele recuperarei
Fecho os olhos e sinto sua língua
Percorrer o meu rosto
Se deleitar em meu pescoço
Cobrindo minhas feridas de saliva
Um gesto de carinho, talvez
Ou outro privilégio que me arrancam
Contemplo uma cinza alcatéia
Dilacerar meu peito
Saboreando nele
As tiras do amor próprio
Que ainda me resta
Nos lábios entreabertos
Emito apenas uma respiração ofegante
Sussurro agonizante
Daqueles que se sentem mortos
Embora estejam vivos
Se sinto dor?
Sim, muita dor
Mas até da dor que sinto
Os lobos se alimentam
A luz da lua cheia
Reflete um brilho prata
Na superfície de meu sangue empoçado
Admiro agoniado
No chão branco
O gotejar de minha vida se esvaindo
Tento pedir por água
Mas a água que sai dos meus olhos
É lambida por um lobo
Um gesto de carinho, talvez
Ou um privilégio que me arrancam
E ao olhar fixamente nos olhos desse lobo
Os olhos que me mantém vivo
Sangrando
Desejando sugar das íris escuras
A luz da minha liberdade
Sou tomado por um sentimento pleno
De ternura e de tormenta
Se o amo?
Não, não amo
Amo o pedaço de mim
Que ele digeriu
E que nem salvo dele recuperarei
Fecho os olhos e sinto sua língua
Percorrer o meu rosto
Se deleitar em meu pescoço
Cobrindo minhas feridas de saliva
Um gesto de carinho, talvez
Ou outro privilégio que me arrancam
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Louco sou
Por segundos te tomo emprestado
Te toco a essência
Sugo cada gota
De seu carinho forjado
E colho as migalhas
Do prazer que emanas
Ao olhar nos meus olhos
Louco sou
A correr pelas ruas
Mentindo pra mim mesmo
Tentando remover
Tatuagem maldita
Seu nome em minha testa
Sua mão em minha perna
Ninguém pode ver
Minhas lágrimas presas
Minha mente perdida
Seu corpo distante
Tão próximo esteve...
Por que se foi?
Brigo com a razão
Pressiono teu peito
Fujo dos teus olhos
Você me enxerga além
Do que precisa enxergar
Aquilo que muitos vêem
E o que ninguém deveria ver
E louco como sou
Corro pros teus braços
Te aliso o pescoço
Ensaio um beijo
Subindo as escadas
Ninguém pode perceber
Sussurro tesão e prudência
Em teus ouvidos clínicos
Em tua mente analista
Te seguro num abraço
E me afasto arrependido
De ter exibido o que você já sabe
Mas que não deveria saber
Te toco a essência
Sugo cada gota
De seu carinho forjado
E colho as migalhas
Do prazer que emanas
Ao olhar nos meus olhos
Louco sou
A correr pelas ruas
Mentindo pra mim mesmo
Tentando remover
Tatuagem maldita
Seu nome em minha testa
Sua mão em minha perna
Ninguém pode ver
Minhas lágrimas presas
Minha mente perdida
Seu corpo distante
Tão próximo esteve...
Por que se foi?
Brigo com a razão
Pressiono teu peito
Fujo dos teus olhos
Você me enxerga além
Do que precisa enxergar
Aquilo que muitos vêem
E o que ninguém deveria ver
E louco como sou
Corro pros teus braços
Te aliso o pescoço
Ensaio um beijo
Subindo as escadas
Ninguém pode perceber
Sussurro tesão e prudência
Em teus ouvidos clínicos
Em tua mente analista
Te seguro num abraço
E me afasto arrependido
De ter exibido o que você já sabe
Mas que não deveria saber
terça-feira, 17 de junho de 2008
O último beijo
Trago na boca
O gosto amargo
Do último beijo que você me deu
Suas mãos até então sedentas
Acariciavam meu pescoço
Enquanto eu me deleitava em sua boca
Inocente
Como rato atraído à ratoeira
Grande engano pensar
Que meus lábios te tocariam outra vez
Lembro-me de como te olhei nos olhos
Clamando regresso
Sentindo a partida
Enquanto você fingia que
Não queria que eu fosse embora
Agora nada mais sinto
Além do perfume que
Some a cada dia de minha roupa
Até mesmo as lembranças
Tornaram-se estilhaços
Lançados contra meu peito
Peito velho e ferido
Que já não sente mais
A dor do abandono
Hoje vi tua foto
Meio que sem querer
Morrendo de curiosidade
E me surpreendi ao notar
Que ela nada mais me transmite
Em princípio tive medo de olhar
Pensando que meu coração sangraria
Mas ao ver seu rosto
Enxerguei nele um vazio
Não tive pena
Não me senti vingado
Não alimentei meu ego
Apenas percebi que você se foi
E que já não preciso preencher seu lugar
O gosto amargo
Do último beijo que você me deu
Suas mãos até então sedentas
Acariciavam meu pescoço
Enquanto eu me deleitava em sua boca
Inocente
Como rato atraído à ratoeira
Grande engano pensar
Que meus lábios te tocariam outra vez
Lembro-me de como te olhei nos olhos
Clamando regresso
Sentindo a partida
Enquanto você fingia que
Não queria que eu fosse embora
Agora nada mais sinto
Além do perfume que
Some a cada dia de minha roupa
Até mesmo as lembranças
Tornaram-se estilhaços
Lançados contra meu peito
Peito velho e ferido
Que já não sente mais
A dor do abandono
Hoje vi tua foto
Meio que sem querer
Morrendo de curiosidade
E me surpreendi ao notar
Que ela nada mais me transmite
Em princípio tive medo de olhar
Pensando que meu coração sangraria
Mas ao ver seu rosto
Enxerguei nele um vazio
Não tive pena
Não me senti vingado
Não alimentei meu ego
Apenas percebi que você se foi
E que já não preciso preencher seu lugar
terça-feira, 20 de maio de 2008
Todos os dias
Todos os dias
Finjo estar acordado
Sento na cama
Com os olhos ainda pesados
E escuto, leio, vejo
Todas as cobranças
Que precisam chegar
E que não deixarão de existir
Do meu corpo estranho
Da minha saúde fragilizada
Levanto, me arrasto à mesa
E como a pulso
Enquanto o tempo desperdiçado
Monstro voraz
Devora o resto do meu futuro
Todos os dias ando
Por cima das pegadas
Daqueles que têm por despertador
O som das balas perdidas
Pra não sujar de lama
O meu tênis parcelado
De quebra perco mais quarenta minutos
De pensamento ao vento
E vento no rosto
Todos os dias cumpro
O que mantém minha renda
Bato ponto
Bato meta
Aguardo a sexta-feira
Talvez no fim de semana
Eu encontre o amor
Amor?
Oh, amor...
Veja que lindo jogo inventamos
De não amar pra ser amado
De conquistar
Sem se deixar ser conquistado
De não desejar nada além
De ser alvo do desejo
Transporto cravadas nas costas
As afiadas facas que atiras
Quando perco uma rodada
Não deixo de brindar
Com o sangue que de lá escorre
A todas as pessoas que
Passaram correndo por minha vida
Tocaram minha essência
Perturbaram meu sono
E se foram sem deixar rastros
Todos os dias
Finjo estar acordado
Sento na cama
Com os olhos ainda pesados
E escuto, leio, vejo
Todas as cobranças
Que precisam chegar
E que não deixarão de existir
Do meu corpo estranho
Da minha saúde fragilizada
Levanto, me arrasto à mesa
E como a pulso
Enquanto o tempo desperdiçado
Monstro voraz
Devora o resto do meu futuro
Todos os dias ando
Por cima das pegadas
Daqueles que têm por despertador
O som das balas perdidas
Pra não sujar de lama
O meu tênis parcelado
De quebra perco mais quarenta minutos
De pensamento ao vento
E vento no rosto
Todos os dias cumpro
O que mantém minha renda
Bato ponto
Bato meta
Aguardo a sexta-feira
Talvez no fim de semana
Eu encontre o amor
Amor?
Oh, amor...
Veja que lindo jogo inventamos
De não amar pra ser amado
De conquistar
Sem se deixar ser conquistado
De não desejar nada além
De ser alvo do desejo
Transporto cravadas nas costas
As afiadas facas que atiras
Quando perco uma rodada
Não deixo de brindar
Com o sangue que de lá escorre
A todas as pessoas que
Passaram correndo por minha vida
Tocaram minha essência
Perturbaram meu sono
E se foram sem deixar rastros
Todos os dias
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O fardo do fim
Tamanha liberdade tinha
Pra te dizer
Onde tocar-me
E de que forma eu poderia
Extrair de ti
Todo prazer possivel
Repetidas vezes
Da noite até o amanhecer
Com tua arte de tornar
Dois corpos tão distintos
Em um só
Teu cheiro já saiu
Das minhas narinas
Teu corpo já não me alcança mais
E embora nossas vidas continuem
Entrelaçadas pelo carinho
Trago no peito
As cicatrizes
Das lágrimas que você barrou
Enquanto eu te dizia
Que o melhor pra nós
Era o fim
Mas mesmo que eu veja
Que, de fato, o fim preservou
Os sentimentos nobres
Que nos conduziam
Para além dos teus lençóis
Lançamos em nossas costas
O fardo de aceitar
Que nada do que construímos
E que investimos
Se consolidou
Pra te dizer
Onde tocar-me
E de que forma eu poderia
Extrair de ti
Todo prazer possivel
Repetidas vezes
Da noite até o amanhecer
Com tua arte de tornar
Dois corpos tão distintos
Em um só
Teu cheiro já saiu
Das minhas narinas
Teu corpo já não me alcança mais
E embora nossas vidas continuem
Entrelaçadas pelo carinho
Trago no peito
As cicatrizes
Das lágrimas que você barrou
Enquanto eu te dizia
Que o melhor pra nós
Era o fim
Mas mesmo que eu veja
Que, de fato, o fim preservou
Os sentimentos nobres
Que nos conduziam
Para além dos teus lençóis
Lançamos em nossas costas
O fardo de aceitar
Que nada do que construímos
E que investimos
Se consolidou
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